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Oficina Livre constrói recomendações para o futuro do oceano no Paraná

Foto do escritor: decadaoceanopr
decadaoceanopr
8 de set.
3 min de leitura

Encontro realizado no Centro de Estudos do Mar (CEM/UFPR) reuniu 48 participantes para compartilhar experiências, reconhecer avanços e desafios e construir recomendações para 2027–2030.


No dia 2 de setembro, diferentes experiências e formas de conhecimento sobre o litoral do Paraná se encontraram no Centro de Estudos do Mar da Universidade Federal do Paraná (CEM-UFPR), em Pontal do Paraná.



A Oficina Livre “Da Evidência à Ação: construindo recomendações para a atualização do Plano Nacional da Década do Oceano”, promovida pela Coalizão Paraná pela Década do Oceano, reuniu 48 participantes, entre representantes da academia, gestão pública, comunidades tradicionais, organizações da sociedade civil, setor produtivo e jovens em início de carreira.


A atividade integrou o processo “O Brasil na Década do Oceano: Vozes para o Futuro”, que está construindo de forma participativa a atualização do Plano Nacional de Implementação da Década do Oceano. No Paraná, a oficina foi dedicada ao Tema 1: Conservação, uso sustentável dos recursos e combate à poluição.



Antes de pensar o futuro, olhar para o caminho percorrido


A primeira parte da oficina foi dedicada à trajetória.


Os grupos olharam inicialmente para o cenário anterior a 2021: quais conhecimentos, iniciativas, políticas e articulações já existiam? Quais desafios e lacunas já faziam parte da realidade do litoral?



Depois, o olhar se voltou para 2021–2026. Os participantes identificaram o que surgiu, mudou ou avançou durante os primeiros anos da Década do Oceano, mas também aquilo que não avançou como esperado ou se tornou mais difícil.



Os registros mostram um território onde já existe uma trajetória importante de pesquisa, monitoramento, conservação, mobilização social, políticas públicas e articulação entre diferentes instituições e grupos. Ao mesmo tempo, permaneceram questões relacionadas à implementação e continuidade das políticas, integração entre iniciativas, participação social e transformação do conhecimento disponível em decisões e ações efetivas.


Construir, ampliar e conectar


Na segunda parte da manhã, a pergunta passou a ser: o que precisamos fazer até 2030?


Seis mesas colocaram em discussão diferentes dimensões do Tema 1:


  • proteção da biodiversidade e dos ecossistemas;

  • conciliação entre conservação, usos e transformações do território;

  • uso sustentável dos recursos naturais e modos de vida;

  • prevenção da poluição;

  • ciência, conhecimento, dados e monitoramento;

  • implementação e governança.


Ao longo de três rodadas, construir caminhos, ampliar olhares e conectar propostas, os participantes circularam entre as questões, acrescentando experiências, complementações e novas perspectivas ao que já havia sido registrado.


Esse movimento permitiu olhar para conservação, uso sustentável e poluição não como questões isoladas. Nos diferentes grupos apareceram relações entre biodiversidade, pesca, saneamento, comunidades, atividades econômicas, ciência, ordenamento territorial e políticas públicas.


O que precisa ganhar força até 2030?


Ao final, todas as propostas foram compartilhadas e os participantes receberam três votos para indicar as ações que consideravam prioritárias. A votação não eliminou as demais contribuições, mas acrescentou uma camada de priorização ao conjunto construído durante a manhã.


Entre as recomendações que receberam maior número de indicações estiveram:


  • fortalecer os planos das áreas protegidas e costeiras;

  • implementar corredores ecológicos integrando unidades de conservação;

  • implementar políticas voltadas às fontes da poluição;

  • estruturar um banco de dados integrado sobre o litoral.


Também receberam indicações propostas relacionadas à construção de protocolos de consulta, ao monitoramento contínuo da poluição, à educação ambiental e ao fortalecimento da comunicação e da formação a partir das comunidades e dos conhecimentos tradicionais.



A sistematização das discussões revelou condições que atravessam diferentes temas: participação social efetiva; respeito aos direitos e conhecimentos das comunidades tradicionais; integração entre dados e conhecimentos; capacidade institucional para implementar e fiscalizar; e continuidade de políticas, redes e recursos.


As contribuições da Oficina Livre serão agora sistematizadas e encaminhadas ao processo “O Brasil na Década do Oceano: Vozes para o Futuro”, como contribuição do litoral paranaense à atualização do Plano Nacional de Implementação da Década do Oceano.


O futuro do oceano também se constrói a partir dos territórios, conectando conhecimentos, experiências e pessoas para transformar o que já sabemos em caminhos possíveis para 2030.



 
 
 

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